E eis que na 3a tentativa de ver Constantine encontramos o cinema lotaaaado. Brasileiro é osso mermo. Deixa tudo pra última hora.
Pois bem, Mr. Anderson vetado por falta de ingressos, sobrou a escolha de última hora entre O Casamento de Romeu e Julieta e Reencarnação, como eu vou muito com a cara da Ex-Mr. Narigão e acho a Piovani muito abusada, hollywood ganhou do cinema nacional na escolha da audiência.
Péssima escolha. Apesar do nome, Reencarnação não é um filme de terror, nem de suspense, nem de drama, muito menos sobrenatural. De uma certa forma foi um alÃvio, já que, depois de Ecos do Além (péssimo também) e Amigo Oculto eu já estava começando a desistir de ver filmes de suspense.
Voltando ao assunto … peraÃ, que assunto? O filme em si se perde em qualquer um do(s) assunto(s) que, teoricamente, pretendia abordar. O desenvolver do roteiro é lento (a primeira cena é a maior prova disso, só falta não acabar, ficamos esperando créditos iniciais que nunca aparecem), não flui direito (anos explicando uma coisa que se conclui no 5 min finais de filme) e em nenhum momento prende a atenção (os momentos de “suspense” passam praticamente desapercebidos”). Tudo isso (ou seria nada disso) regado por uma trilha sonora que não tem nada a ver com nada regida por um piano chato que toca em sequências em que ele não se encaixa.
Ainda tô tentando saber qual a mensagem que o filme quis passar. Sei que tem algo a ver com a fragilidade e desespero ao qual nos expomos quando amamos demais, mas acho que o roteiro forçou a barra em algumas coincidências e situações pra explicar a história.
Ok, a atuação de Nicole Kidman está impecável, mas esse filme consegue ficar pau a pau com As Horas, coincidentemente também estrelado por ela, ocupando o top -1 dos piores filmes que eu já assisti na vida. (Só falta assistir A Reconquista pra tirar o posto deles).