
Entre altos e baixos, surpresas e decepções, o X-factor foi muito criticado pelos fãs, mas é especial por vários motivos e, pasmem, é um dos meus albuns preferidos do Iron Maiden.
Expectativa
Eu lembro como se fosse hoje, no auge do meu vício pela banda, morto de ansioso e eis que me deparo com o recém lançado album da maior banda de heavy metal do planeta “sorrindo” (o Eddie não sorri) pra mim numa prateleira das americanas depois de 3 longos anos de espera por material novo.
Vocalista
Blaze era o novo vocalista (escolhido por uma eleição marmelada, que contou até com a presença do André “Ex-Angra” Mattos) e substituía o cara que é considerado o ícone de todos os vocalistas de metal. Sua voz, nem com boa vontade, chegava aos pés da potência do Bruce e destoava totalmente de tudo que a banda já tinha feito. O timbre grave do novo vocalista tornou “incantáveis” os maiores clássicos do Iron e aliado à fraquísisma presença de palco, o vocalista caiu na desgraça dos fãs.
Capa
Vocalista novo, desenho novo … ops, que desenho? Pela primeira vez na história, uma capa do Iron maiden não era desenhada “à mão” (Tá certo que a capa do Fear Of the Dark não era do Derek Riggs, mas também foi desenhada) e sim gerado digitalmente por Hugh Syme. Mais tarde os fãs pediram Derek de volta e ele nos brindou com a capa de Virus e The Best of the Beast.
Líder
Faltou voz mas sobrou talento para Steve Harris se consagrar de vez como líder, dono, todo-poderoso e onipotente compositor. Faixas épicas como Sing Of the Cross e Lord Of The Flies (executada até hoje nos shows) são a prova que além de excelente baixista (o maior!) o cara realmente é a alma do Iron Maiden.
Resumindo
Eu menti quando disse que era um dos meus álbuns preferidos (graças a Deus Bruce voltou!), mas eu realmente gosto do X-Factor e isso mostra que fã que é fã perdoa qualquer deslize. Inclusive coisas bem piores como a capa ridícula do Dance Of Death
P.S.: Qualquer dia eu escrevo sobre o “No Prayer For Dying”, outro álbum do Iron que todo mundo detesta mas eu adoro