40 anos de Uma Farsa
“Não disparem. Sou Che. Valho mais vivo do que morto.”
Há quarenta anos, no dia 8 de outubro de 1967, essa frase foi gritada por um guerrilheiro maltrapilho e sujo metido em uma grota nos confins da Bolívia. Nunca mais foi lembrada.
Seu esquecimento deve-se ao fato de que o pedido de misericórdia, o apelo desesperado pela própria vida e o reconhecimento sem disfarce da derrota não combinam com a aura mitológica criada em torno de tudo o que se refere à vida e à morte de Ernesto Guevara Lynch de la Serna, argentino de Rosário, o Che, que antes, para os companheiros, era apenas “el chancho”, o porco, porque não gostava de banho e “tinha cheiro de rim fervido”.
Excelente reportagem da Veja sobre o mito do maior vendedor de camisas da história da humanidade.
Só lembro de uma camiseta que a minha esposa viu com a foto clássica desbotada e a frase:
Che Guevara já morreu. Faça sua própria revolução.



























